Após registrar leve alta em 2017, com um reajuste médio de 0,15%, a conta de luz dos cearenses deverá ser impactada pelo baixo nível dos reservatórios hídricos e, consequentemente, pela cobrança de taxas extras decorrentes do uso das termelétricas, previstas na política de bandeira tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A previsão é que a estiagem de 2017 continue impactando os preços em 2018. > Reservatórios do NE têm 20,6% da capacidade Além disso, o Banco Central projeta uma alta de 4,5% para os preços administrados (que inclui o preço da energia) em 2018. Segundo o presidente do Conselho de Consumidores da Companhia, Erildo Pontes, as últimas bandeiras tarifárias não foram suficientes para cobrir os custos com a geração e o rombo acabará sendo pago pelo consumidor.
"A estiagem tem pesado na conta de luz. As últimas bandeiras tarifárias, para compensar a geração térmica, não foram suficientes para fechar a conta. E já está claro que vai pesar no bolso da gente", diz Pontes. "Mas, nesta altura, ainda é muito cedo para fazer qualquer projeção de reajuste, até porque nessa conta entram outros fatores, como a melhora da eficiência das companhias distribuidoras". Considerando os dados até novembro, a Aneel indicou um saldo negativo de R$ 4,8 bilhões para compensação futura, por meio das bandeiras tarifárias ou dos reajustes mensais.
A estimativa da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) indica que o déficit das distribuidoras com o custo hidrológico deve somar cerca de R$ 4,3 bilhões em 2017. A leve redução deve ser possível tendo em vista que em dezembro vigorou a bandeira vermelha patamar 1, que adiciona R$ 3 a cada 100 KWh consumidos, gerando receita para a Conta Bandeiras, ao mesmo tempo em que o déficit hidrológico e os preços da energia de curto prazo foram menores que o de meses anteriores.
Fonte: Diário do Nordeste

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